O Método de Ovulação Billings é usado por milhões de mulheres ao redor do mundo. Ele foi desenvolvido pelos médicos Dr. John e Dra.Evelyn Billings e validado por renomados pesquisadores internacionais. Testado com sucesso pela Organização Mundial de Saúde, eficaz para evitar a gravidez ou alcançá-la.
Friday, August 31, 2012
Thursday, August 30, 2012
Endometriose e o Método de Ovulação Billings
Endometriose é definida como a presença de tecido endometrial fora do útero. Ocorre em 10-15% das mulheres em idade reprodutiva, e os locais mais frequentes de implantação do endométrio são os ovários, as tubas uterinas, órgãos urinários e intestinais.
A endometriose é uma doença ginecológica multifatorial, crônica, benigna, estrogênio-dependente. Os sintomas característicos são infertilidade, cólicas menstruais intensas, dor durante a relação sexual, alterações do hábito intestinal (dor à evacuação, hemorragia retal) e urinário (dor na micção e presença de sangue na urina), dor pélvica antes e durante a menstruação, de forma cíclica na época menstrual.
A causa da doença é desconhecida, mas fatores de risco podem incluir início precoce da menstruação, alergias, obesidade e predisposição genética.
Cerca de 30-40% das mulheres com a doença, podem experimentar a infertilidade em virtude de cicatrizes produzidas nos órgãos reprodutivos.
O MOB é capaz de monitorar a saúde reprodutiva da mulher, pois a manutenção do gráfico diário proporciona um registro preciso dos eventos hormonais, e a percepção de alterações ao longo do ciclo.
Por estar familiarizado com "seus padrões normais de muco cervical ", é provável que a mulher perceba as alterações no ciclo menstrual, logo no estágio inicial da doença, pois seu padrão torna-se perturbado e não pode se desenvolver normalmente, por exemplo a observação de um período menstrual prolongado, manchas ao longo do ciclo, dor cíclica.
Tuesday, August 28, 2012
Deixar a pílula
Quem se utiliza de pílula anticoncepcional há muito tempo, pode mudar para o Método de Ovulação Billings imediatamente?
Sim, é claro que pode!
O primeiro passo é parar com a pílula anticoncepcional e começar a anotar as observações diárias percebidas na vulva.
Num período de 15 dias de registro, que pode se estender até 30 dias, já é possível reconhecer se a fertilidade retornou ou não e determinar o Padrão Básico de Infertilidade (PBI).
Durante esse período inicial pós-pílula é aconselhável que se evite as relações sexuais, assim as caracterísitcas do padrão do muco não são alteradas pelo fluido seminal, ou pelas secreções associadas com o coito. Após esse tempo as normas comportamentais do método podem ser usadas normalmente.
Muitas mulheres, após deixar a pílula são inférteis por vários meses, o que é facilmente reconhecido. Mudanças deste padrão sugere uma alteração na fertilidade, com a necessidade de um pequeno período sem relações para os que desejam adiar a gestação. Desta forma pode se determinar o retorno da fertilidade.
Deixar a pílula é uma circunstância especial, e o fazê-lo com um instrutor é o ideal.
Monday, August 27, 2012
Friday, August 24, 2012
A mucosa endocervical
A anatomia do canal
cervical é muito complexa. A mucosa endocervical é conhecida como glandular, de
relevo irregular, apresenta pregas, ondulações, depressões e glândulas. Seu
epitélio é formado por uma única camada de células denominadas colunares, que são muco-secretoras,
estas células respondem significativamente aos hormônios do ciclo reprodutivo.
As glândulas
endocervicais apresentam um aspecto longo e tubular, algumas são profundas,
outras superficiais, sua direção pode ser transversa, obliqua e longitudinal,
são de difícil distinção e diferenciação devido ao grande número de pregas,
podem ainda bifurcar-se apresentando uma abertura em comum e fundir-se
apresentando duas aberturas, fusão que pode acontecer durante a gestacão
(Odeblad, 1994). Existem 4 tipos diferentes de glândulas, que estão distribuídos distintamente no canal
cervical, conhecidas como G, L, S e P (figura), cada glândula produz um tipo
diferente de muco, denominados muco G, L, S e P, como seus estímulos são
hormônio-dependente, apresentam padrão cíclico sendo observados em fases específicas do ciclo reprodutivo. Entre
as aberturas das glândulas, são encontradas células sem diferenciação,
denominadas células F, que também produzem um tipo diferente de muco, o muco F,
de função fisiológica não identificada até o momento. Sua inervação vem do
plexo para-cervical, mas as funções destes ainda é pouco conhecida, o que se sabe
é que o neurotransmissor noradrenalina tem um efeito estimulante na secreção de
muco S.
Mucus producing cells in a single layer lining an endocervical gland. Distinct cell borders. Round to oval, basally located nuclei of uniform size. Mucus in glandular lumen.
Wednesday, August 22, 2012
Microscopia dos diferentes tipos de muco
As modificações do muco cervical ao longo do ciclo são reflexos dos estímulos hormonais, mas cabe entender que esse muco é produzido em diferentes lugares, as glândulas G, L, S e P, que são facilmente identificados por sua viscosidade. Já na microscopia óptica, os diferentes tipos de muco, formam malhas de muco que se diferenciam em diâmetro dos poros e estrutura dos cristais.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Tipos de muco
|
Microscopia
|
Viscosidade
|
Hormônio dependência
|
Muco L
|
Formação de cristais finíssimos com forma de folhas
retangulares
|
Média
|
Estrógeno
|
Muco S
|
Formação cristais em configuração de "agulhas
pequenas e estreitas".
|
Baixa (muito fluído)
|
Estrógeno
|
Muco G
|
Não apresenta formação de cristais.
Presença de células epiteliais, linfócitos, leucócitos, células com núcleos abundantes. |
Alta
|
Progesterona
|
|
Muco P
Apresenta variações
|
Formação de cristais finíssimos e ramificações hexagonais
|
Baixa
|
Estrógeno
|
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Tuesday, August 21, 2012
Problemas na produção de muco cervical
A função do muco cervical é de sustentar, nutrir e proteger
o espermatozóide, e a sua ausência é incompatível com a sobrevida do mesmo,
nesta circunstância o casal será infértil.
Existem casos de mulheres que não produzem muco cervical, contudo apresentam ciclo ovulatório com padrão
hormonal normal, e nesta condição o casal não alcançará uma gestação, mesmo tendo relações sexuais no dia
da ovulação.
A ausência do muco pode ocorrer sem razão aparente, e é um problema que se observa também em mulheres jovens. Estudos hormonais com padrões ovulatórios normais, demonstram que a cérvix simplesmente não respondeu aos estímulos hormonais em alguns ciclos, comprometendo a produção de muco. A outra causa comum relacionada na falha da resposta cervical é o seu envelhecimento, situação comum da pré-menopausa em diante.
A ausência do muco pode ocorrer sem razão aparente, e é um problema que se observa também em mulheres jovens. Estudos hormonais com padrões ovulatórios normais, demonstram que a cérvix simplesmente não respondeu aos estímulos hormonais em alguns ciclos, comprometendo a produção de muco. A outra causa comum relacionada na falha da resposta cervical é o seu envelhecimento, situação comum da pré-menopausa em diante.
Procedimentos cirúgicos na cérvix como cauterização, conização e criocirurgia, podem danificar ou "arrancar" as glândulas cervicais, eliminando a produção de muco e causando infertilidade. Em geral nesses procedimentos, as glândulas que estão localizadas na parte superior da cérvix, responsáveis pela produção do muco que realiza o transporte dos espermatozóides, são preservadas, porém se observa uma redução significativa no volume do mesmo.
Nas condições de diminuição do volume de muco ou falha na sua produção em alguns ciclos, o Método de Ovulação Billings pode colaborar significativamente para a mulher reconhecer seus sinais de fertilidade.
A produção de muco é variável. Existem casos de mulheres que ovulam normalmente mas produzem muco somente em alguns ciclos e outras que ovulam normalmente mas produzem pouco volume de muco, a redução é tão importante que a sua visualização é imperceptível. Nestes casos a usuária do MOB precisa estar muito atenta em seu ciclo, para poder identificar as mudanças que ocorrem na vulva, são elas:
- Umidade (mesmo que pequena, é perceptível que algo mudou na sensação);
- Sensação de lubrificada (algo escorregadio), ainda que não consiga visualizar o muco;
- Inchaço na região vulvar, apesar de fácil identificação, pode ser ocasional e de curta duração;
- Maciez vulvar, ao perceber a região vulvar inchada e palpá-la, se observa que essa está "molinha", em mulheres mais velhas se reconhece uma dimuição da flacidez;
- Desenvolvimento de um linfonodo palpável e sensível na virilha/ sinal do linfonodo (um gânglio inchado/ um carocinho);
Todos estes são indicadores valiosos da fertilidade.
Sinal do Linfonodo
Subscribe to:
Posts (Atom)






