Wednesday, December 11, 2013

Três fatos sobre a fertilidade feminina que mundo quer negar.

1) A fertilidade feminina tem começo, meio e fim.
2) Deixar para engravidar tardiamente pode dar muito errado.
3) A melhor idade para uma mulher engravidar está entre 20 e 30 anos.


Wednesday, October 16, 2013

Curso Aprender o Método de Ovulação Billings


A fertilidade sem segredos.

Dia: 02/11/2013.
Horário: 8:30h - 17h

Cidade: São Paulo
Local: Espaço Eventos Jacyra Sanches
Valor: R$190,00 individual
R$240,00 casal
Contato: fertilidadeinteligente@gmail.com
Vagas limitadas.

Monday, September 16, 2013

Aspectos Nutricionais na Síndrome do Ovário Policístico


A Síndrome do ovário policístico (SOP) é classificada como um distúrbio endócrino, bastante comum em idade reprodutiva. A referida síndrome possui como características principais anormalidades menstruais, hiperandrogenismo (YARAK et al., 2005), alterações da razão LH:FSH (>2/3:1)  e ovários policísticos (NAVES, 2010), conforme descritas na postagem anterior.
Em função da resistência à insulina e do hiperandrogenismo envolvido pode haver o aumento da lipólise estimulada por catecolaminas no tecido adiposo visceral. Por conseqüência, são liberados ácidos graxos livres na corrente sanguínea, podendo alterar o perfil lipídico de VLDL, triacilgliceróis, HDL e LDL (DIAMANTI-KANDARAKIS; PAPAVASSILIOU; KANDARAKIS, 2007).
A dieta das portadoras de SOP deverá ser individualizada, a fim de garantir todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo, em especial para a melhoria do perfil insulinêmico, promoção de perda de peso, nos casos necessários, bem como normalização das concentrações séricas de lipoproteínas (LDL e triacilgliceróis, em especial).
Marsh e Brand-Miller no ano de 2005 afirmaram que o número de pesquisas com o manejo da dieta na Síndrome do Ovário Policístico ainda era pequeno, apesar do fato das modificações no estilo de vida, incluindo dieta, exercícios e perda de peso ter apresentado benefícios na SOP.
Alguns estudos constataram os benefícios da redução de peso de apenas 5 % do peso total sobre a redução dos níveis de insulina; melhora da função menstrual; redução dos níveis de testosterona, sintomas de hirsutismo (presença excessiva de pêlos pelo corpo)  e acne (PASQUALI et al., 2000; VAN DAM et al., 2002; CROSIGNANI et al., 2003; MORAN et al. 2003; GAMBINERI et al. 2004; MORAN et al. 2004; STAMETS et al. 2004 apud MARSH; BRAND-MILLER, 2005).
Moran et al. (2003) em um estudo com mulheres com sobrepeso e com síndrome do ovário policístico, avaliaram a intervenção dietética nas concentrações de proteínas e carboidratos da dieta por 12 semanas com restrição energética de aproximadamente 1.400 kcal (6000 Kj/dia) e 4 semanas de manutenção do peso. Os participantes (n=28) foram divididos em dois grupos, sendo o primeiro com dieta rica em proteínas composta por 40 % de carboidratos e 30 % de proteínas e o segundo grupo de dieta baixa em proteínas (normoprotéica) com 55 % de carboidratos e 15 % de proteínas. Com a restrição energética, independente das concentrações de macronutrientes da dieta, houve melhora do perfil lipídico, resistência à insulina,  redução do peso (7,5%) e gordura abdmoninal (12,5%) dos participantes. A perda de peso gera melhoria dos parâmetros cardiovasculares e reprodutivos, sendo esta perda relacionada principalmente à influência da dieta sobre a resistência à insulina. A perda de peso dos participantes do grupo da dieta hiperprotéica resultou em menores benefícios endócrinos e metabólicos quando comparada ao grupo com dieta normoprotéica (15%).
       Kasim-Karakas, Cunningham e Tsodikov (2007) relatam que dietas hiperprotéicas em mulheres pode estimular a produção de testosterona e ser prejudicial, principalmente nas que tem susceptibilidade ao desenvolvimento da SOP.
        Segundo Marsh e Brand-Miller (2005) a perda de peso e o exercício físico são alterações que promovem a melhora da resistência à insulina. Porém, a modificação dietética, inclusive da qualidade, independente da perda de peso, também podem influenciar diretamente na resistência à insulina. Exemplo disso são os carboidratos de baixo índice glicêmico, que devem fazer parte da dieta de indivíduos portadores de SOP. O consumo diário de carboidratos com alto índice glicêmico promovem uma excessiva liberação de insulina, intensificando a resistência desta.
       Estudos em animais demonstram que uma dieta rica em gordura, particularmente gordura saturada, pode levar à resistência à insulina. Estudos em humanos são inconclusivos, possivelmente pela curta duração das pesquisas, assim como pelas amostras reduzidas (RICCADI; RIVELLESE, 2000).
Uma dieta pobre em gorduras e rica em fibras, caracterizada pela baixa ingestão de produtos animais e alta ingestão de vegetais pode influenciar na circulação enterohepática e reduzir os níveis hormonais (NAVES, 2010).
     A hiperinsulinemia está relacionada com a redução da síntese de Sex hormone-binding globulin (SHBG) no fígado, bem como das proteínas carreadoras dos fatores insulinóides (TEIXEIRA FILHO, 2002). Consequentemente, haverá maior concentração de hormônios sexuais livres, dificultando o transporte ao fígado para sua conversão a metabólitos que possam ser excretáveis pelo sistema urinário e fecal, após sua utilização nos órgãos alvos.
Compostos bioativos e nutrientes que estejam envolvidos nos processos de detoxificação do organismo, bem como, consigam modular os niveis hormonais poderiam auxiliar no tratamento de mulheres com SOP. As concentrações excessivas de hormônios na SOP também necessitam ser biotransformadas, para viabilidade de excreção. Segundo Naves (2010) nutrientes como magnésio, vitaminas do complexo B (B6, B12 e folato) são cofatores de enzimas envolvidas na conjugação e metilação do processo de detoxificação e importantes para o indivíduo com SOP.
Compostos bioativos como curcumina (açafrão), indol-30-carbinol (brassicas) e polifenóis da romã possuem propriedades detoxificantes, por atuar neste sistema (NAVES, 2010) e intensificar a biotransformação das substâncias que devam ser excretadas.
Alguns alimentos como o mel e própolis, linhaça e romã possuem a habilidade pela presença da crisina, lignanas e ácido elágico, respectivamente, de inibir a aromatase (NAVES, 2010), enzima responsável pela transformação da testosterona em estradiol, em função da elevada concentração de testosterona livre na SOP. Estradiol em excesso pode ser prejudicial, uma vez que este hormônio é um dos mais atuantes na multiplicação das células mamárias, sendo associado ao desenvolvimento de neoplasias de mama.
A acne, um dos sintomas mais característicos da SOP, possui grande associação com a carga insulinêmica dos alimentos e o consumo de alimentos com alto índice insulinêmico (açúcar, carboidratos refinados, leite, dentre outros), aumenta a produção de andrógenos, que estimula IGF-1 (fator de crescimento insulina-símile 1), predispondo a maior produção de sebo pelas glândulas sebáceas, sendo este um pré-requisito para a “instalação” da acne (CORDAIN, 2005). Logo, o cuidado com a alimentação, melhorando a resistência à insulina e priorizando alimentos com baixa carga insulinênica podem auxiliar no tratamento das erupções da pele.
Cuidados com a hipercolesterolemia também tem sido enfatizados pelos estudos científicos. Ressalta-se, portanto, a utilização das fibras, em especial, a inserção de fibras solúveis na alimentação como farinha de casca de maracujá, farinha de laranja, farinha de psillium, farinha e/ou biomassa de banana verde, dentre outras fontes, ou mesmo mix de fibras industrializadas. Associado a isto, a utilização de probióticos tem contribuído na inibição da produção endógena de colesterol, em função da fermentação dos prebióticos e produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) (GUO; ZHANG, 2010), havendo outras hipóteses para essa redução, que são bem definidas na Revisão “Cholesterol-lowering effects of probiotics”  dos referidos autores. 
A avaliação da paciente deve contemplar um planejamento de dieta individualizada, respeitando suas carências nutricionais e propondo uma suplementação, caso haja necessidade, após o devido diagnóstico do estado nutricional. Dessa forma, enfatiza-se aqui a importância do nutricionista na equipe interdisciplinar para tratamento de indivíduos com Síndrome do Ovário Policístico, sendo a dieta uma grande aliada na melhora dos sintomas indesejáveis dessa Síndrome.



Fonte: NutriSaude
 

Thursday, September 12, 2013

Síndrome dos ovários policísticos



Uma alimentação adequada – rica em legumes, verduras e frutas e pobre em gorduras, açúcares e sódio –, aliada à realização de exercícios físicos – a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza trinta minutos diários –, tem um papel preponderante na saúde feminina. Além de reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, essas medidas também são essenciais no tratamento da síndrome dos ovários policísticos, condição que atinge até 10% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo.
Caracterizada pela falta de ovulação e também pelo excesso de hormônios masculinos (principalmente a testosterona) no organismo, a doença tem sintomas decorrentes dessas duas disfunções. A mulher menstrua de forma irregular ou, em alguns casos, não menstrua, sendo essa a principal queixa que a leva ao consultório médico. Sem ovular, ela pode ter dificuldade para engravidar. A síndrome é responsável por 30% dos casos de infertilidade feminina.
Além disso, é comum apresentar excesso de pelos no corpo, alterações na pele – como aumento da oleosidade, espinhas e cravos – e ovários de volume aumentado por causa da presença de cistos na superfície desse órgão.
Outra característica importante da doença é o aumento de peso. “O sobrepeso é um sintoma, mas também uma causa”, destaca o Dr. Mariano Tamura, ginecologista do Einstein. “As alterações hormonais por si só podem levar ao sobrepeso, mas ele também pode estar relacionado à resistência de insulina e, dessa forma, levar à síndrome”, explica. As estimativas mundiais calculam que 50% das mulheres com síndrome dos ovários policísticos tenham sobrepeso ou obesidade, e o ganho de peso piora a condição da doença.


Cistos no ovário x síndrome

Quando um cisto aparece no ovário pode representar um tumor (benigno ou maligno), endometriose ou outros problemas, como a síndrome dos ovários policísticos. Porém, uma mulher cujo exame tenha identificado cistos no ovário não necessariamente terá a síndrome. “Algumas mulheres podem ter a síndrome dos ovários policísticos sem ter alterações no órgão. Nesse caso, ela tem todas as variações hormonais decorrentes da doença, menos o problema no ovário”, revela o Dr. Waldyr Oliva Filho, também ginecologista do Einstein. Da mesma forma “existem mulheres que apresentam cistos nos ovários, mas que não têm a síndrome” completa o Dr. Mariano.
O diagnóstico da síndrome é feito por meio de análise clínica (queixas da paciente com relação aos sintomas mais perceptíveis, como menstruação irregular e acnes) e também por exames de ultrassonografia e de sangue. Este último mede os níveis dos hormônios luteinizante (LH) e folículo estimulante (FSH), que atuam no amadurecimento dos folículos que contém os óvulos; de prolactina, hormônio que estimula a produção de leite e a ausência de menstruação; de testosterona, o hormônio masculino; e de estradiol, o hormônio feminino produzido pelos folículos ovarianos.
“É importante pedir também o exame de curva glicêmica e de resistência à insulina. Ambos devem ser investigados para identificar uma possível síndrome metabólica”, alerta o Dr. Waldyr. Quando o corpo não consegue utilizar de maneira eficiente a insulina produzida (a chamada resistência à insulina, principal característica da síndrome metabólica), descompensa todo o funcionamento hormonal e leva os ovários a um funcionamento errôneo, trazendo como consequência a síndrome dos ovários policísticos. Vale ressaltar que a síndrome metabólica aumenta também o risco de problemas cardiovasculares e do desenvolvimento de diabetes e de hipertensão arterial. 

Tratamento

Exercícios físicos e alimentação balanceada são dois valiosos aliados no tratamento da síndrome dos ovários policísticos, principalmente quando ela está ligada ao excesso de peso e à síndrome metabólica. Evitar gorduras e açúcares, além de abandonar o sedentarismo pode ser o caminho simples para a mulher recuperar a fertilidade. “Essa é uma das linhas de tratamento. A mudança no estilo de vida é capaz de reduzir a incidência da doença. A correção do peso contribui para a correção do metabolismo”, explica o Dr. Mariano.
Mas uma melhora na qualidade de vida pode não ser suficiente para muitas mulheres, que precisarão fazer uso de medicamentos. No caso daquelas que não pensam em engravidar, a pílula anticoncepcional é a opção mais prescrita. “Há uma melhora dos sintomas em curto prazo. Os ovários descansam, a oleosidade da pele diminui e a menstruação se normaliza. Além disso, o remédio regula o metabolismo hormonal e protege contra problemas futuros”, conclui o Dr. Mariano.
Mulheres com síndrome dos ovários policísticos têm risco aumentado para o desenvolvimento do câncer de endométrio porque pode haver um espessamento dessa região do útero em quem tem a doença. Os medicamentos, principalmente as pílulas anticoncepcionais, não permitem que isso aconteça.
Já para aquelas que estão tentando engravidar, o médico pode indicar um remédio para estimular a ovulação. Mulheres com resistência à insulina poderão fazer uso da metformina, que ajuda a corrigir distúrbios metabólicos envolvidos.
Porém, seja qual for a intenção, o acompanhamento médico é essencial. Logo após o diagnóstico as consultas devem ser semestrais. Com o passar do tempo, elas podem passar a ser anuais.


Fonte:Hospital Albert Einstein

PS: A pílula anticoncepcional é a opção mais prescrita o que não significa ser a opção mais saudável, seu uso deve ser criterioso.

Tuesday, August 13, 2013

10 fatos sobre o Método de Ovulação Billings - MOB


1) É um método científico testado e aprovado pela Organização Mundial da Saúde.
2) É altamente eficaz na prevenção da gravidez.
3) O seu uso é aplicável a todas as fases da vida reprodutiva da mulher.
4) Pode ser usado por mulheres com ciclo irregular.
5) Sua metodologia permite a consciência da fertilidade.
6) É 100% natural
7) É necessário o uso de um gráfico.
8) A anotação é diária.
9) A mulher consegue reconhecer o seu dia de maior fertilidade.
10) Incentiva um bom relacionamento emocional e sexual entre o casal.

Monday, August 12, 2013

Dez fatos sobre a ovulação.



1) A ovulação ocorre uma vez a cada ciclo
2) Somente um óvulo é liberado do ovário (rara exceção).
3) Um óvulo vive entre 12-24 horas.
4) A ovulação ocorre aproximadamente 36 horas depois do pico do hormônio LH.
5) O dia de maior quantidade de muco não é o dia da ovulação.
6) Nem todo ciclo se libera um óvulo.
7) No tempo ao redor da ovulação, um linfonodo (um carocinho) aparecerá na virilha, do mesmo lado do ovário que está ovulando.
8) Estresse, viagem e doenças podem adiar o momento ovulatório.
9) A cada processo ovulatório perdem-se 1000 ovócitos (óvulos primários).
10) A menstruação é consequência do processo ovulatório.

Monday, April 29, 2013

Fertilidade e Cigarro

Apesar de não representar uma causa direta de infertilidade, o cigarro pode ser considerado uma “toxina reprodutiva” que atrapalha diretamente a produção dos gametas (óvulos e espermatozóides) e é responsável por 13% dos casos de infertilidade feminina.

Na mulher:
Dificulta a produção de estrógeno (hormônio sexual feminino)Causa diminuição na reserva ovariana, diminuindo o número de folículos (estrutura que contém os óvulos)
Interfere no desenvolvimento dos óvulos
Favorece a formação de óvulos com alterações genéticas
Antecipa a menopausa
Retarda a concepção (encontro dos gametas)
Aumenta a taxa de aborto espontâneo

No homem:
Afeta a produção dos espermatozóides
Produz espermatozóides com morfologia (forma) anormal
Aumenta a taxa de espermatozóides imóveis no ejaculado
Diminui a concentração (número) de espermatozóides
Produz espermatozóides com menor potencial de fertilização.

Dra. Patrícia Toniolo Varella Costa
Ginecologista e Obstetra pela USP

Dra. Patrícia Toniolo Varella CostaGinecologista e Obstetra pela USP

Friday, April 26, 2013

Dieta da Fertilidade - Parte 2



CARDÁPIO DA FERTILIDADE

A nutricionista Fernanda Scheer, da Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, em São Paulo, adaptou o cardápio do livro The Fertility Diet para o paladar brasileiro. Ela usou alimentos com os nutrientes recomendados pelos autores e facilmente encontrados em feiras e supermercados. Mas lembre-se: o objetivo não é emagrecer, e sim aumentar a fertilidade e ficar mais saudável.

SEGUNDA-FEIRA


CAFÉ DA MANHÃ1 copo (200 ml) de leite ou iogurte integral2 colheres (sopa) de aveia em flocos1 colher (sobremesa) de amêndoas picadas e tostadas1 banana prata ou 1 goiabaALMOÇO1 prato (sobremesa) de salada de rúcula, tomate e pepino, temperada com 1 colher (sobremesa) de azeite de oliva extra virgem e 1colher (sopa) de vinagre de maçã3 colheres (sopa) de berinjela cozida1 posta grande de salmão grelhado em crosta de gergelim2 colheres (sopa) de arroz selvagemLANCHE DA TARDE1 ovo cozido ou mexido1 fatia de pão de centeio1 xícara de chá verdeJANTARSalada de feijão branco: 3 colheres (sopa) de feijão branco cozido, 2 xícaras (chá) de folhas verdes variadas, ½ xícara (chá) de cenoura ralada, 1 batata doce média cozida cortada em pedacinhos, 3 nozes picadas, 1 colher (sobremesa) de azeite de oliva extra virgem para temperar.LANCHE1 xícara (chá) de morangos com 1 colher (sopa) de iogurte natural e 1 colher (sopa) de linhaça dourada triturada

TERÇA-FEIRA


CAFÉ DA MANHÃ1 copo (200 ml) de leite de soja batido com 1 maçã1 fatia de pão integral torrado com 1 colher (sobremesa) de tahine (pasta de gergelim) e 1 colher (sobremesa) de geléia de framboesa sem açúcar½ xícara (chá) de café pretoALMOÇOMacarrão de atum feito com 1 xícara (chá) de macarrão integral com molho de tomate, 3 colheres (sopa) de atum, 1 xícara (chá) de brócolis cozido, 1 colher (sopa) de beterraba raladaLANCHE DA TARDE1 colher (sopa) de semente de girassol e 1 colher (sopa) de uva passa1 copo (200 ml) de água de côcoJANTARSalada de grão de bico e quinua feita com 1 prato (sobremesa) de salada de alface, agrião e tomate cereja. 1 fatia média de manga, 1 colher (sobremesa) de azeite de oliva extra virgem, 3 colheres (sopa) de grão de bico e 3 colheres (sopa) de quinua cozida em grãosLANCHE1 fatia média de melancia


QUARTA-FEIRA


CAFÉ DA MANHÃ3 colher (sopa) de abacate amassado com limão1 colher (chá) de mel2 colheres (sopa) de granola sem açúcarALMOÇO1 prato (sobremesa)de salada de alface roxa, broto de bambu e 1 fatia média de tofu picado1 colher (sobremesa) de azeite de oliva extra virgem2 colheres (sopa) de vagem cozida2 colheres (sopa) de arroz integral1 concha média de feijão azukiLANCHE DA TARDE3 damascos secos3 castanhas do pará1 xícara de chá verdeJANTAR1 posta grande de peixe branco, como pescada ou saint peter, assado no papel alumínio com temperos e vegetais (tomate, cebola, cenoura, chuchu)3 colheres (sopa) de purê de abóbora salpicado com 1 colher (sobremesa) de gérmen de trigoLANCHE1 pêra cozida com e ½ xícara (chá) de sorvete de creme sem gordura trans


QUINTA-FEIRA


CAFÉ DA MANHÃ2 ovos mexidos com orégano2 torradas integrais1 copo (200 ml) de suco de frutas natural com 5 morangos, 1 fatia de abacaxi e 1 fatia de melancia batidos no liquidificadorALMOÇO1 prato sobremesa de salada de folhas verdes variadas (alface americana, rúcula e alface roxa)1 colher (sopa) de azeite de oliva extra virgemSalada de grão de bico, macadâmia e maçã feita com4 macadâmias picadas, 3 colheres (sopa) de grão de bico cozido, 1 maçã picada, 2 colheres (sopa )de iogurte naturalLANCHE DA TARDEVitamina de leite de soja feita com1 copo (200 ml) de leite de soja, 1 pêra, 1 colher (sopa) de linhaça dourada trituradaJANTARSalada de sardinha feita com folhas verdes variadas,1 colher (sobremesa) de azeite de oliva extra virgem, 1 lata de sardinha (escorra a gordura), 4 azeitonas verdes, ½ pimentão vermelho picado, ½ pepino, 2 fatias de pão integral assados e cortados como croutonsLANCHE1 copo (200 ml) de suco de kiwi com água de côco feito com 3 kiwis batidos no liquidificador com 1/2 copo de água de côco e gelo


SEXTA-FEIRA


CAFÉ DA MANHÃ1 xícara (chá) leite integral3 colheres (sopa) de cereais matinais com fibras½ mamão papaia2 castanhas-do-pará picadasALMOÇO1 prato (sobremesa) de salada de rúcula, agrião, tomate e cenoura1 colher (sobremesa) de azeite de oliva extra virgem3 colheres (sopa) de espinafre cozido3 colheres (sopa) de purê de mandioquinha1 filé de linguado em crosta de aveiaLANCHE DA TARDE3 ameixas pretas6 amêndoas não salgadas1 xícara (chá) chá verdeJANTAR1 prato fundo de sopa de vegetais com lentilhas1 fatia grossa de tofu picado3 torradas integraisLANCHE1 maçã assada com ½ xícara (chá) de sorvete de creme sem gordura trans


SÁBADO


CAFÉ DA MANHÃ1 copo de suco de laranja batido com 1 folha de couve e 1 colher (chá) de gengibre ralado1 fatia de pão integralOmelete feita com 2 ovos caipirasALMOÇO1 prato (sobremesa) de salada de espinafre, cogumelos, aspargos e tomate1 colher (sobremesa) de azeite de oliva extra virgem1 xícara (chá) abobrinha cozida salpicada com gergelim3 colheres (sopa) de arroz integral3 colheres (sopa) de soja cozidaLANCHE DA TARDE2 nozes20g de chocolate amargoJANTAR1 prato (sobremesa) de salada de rúcula, tomate seco e queijo de búfala1 colher (sobremesa) de azeite de oliva extra virgem e 1 colher ( sobremesa) de vinagre balsâmico4 alcachofras cozida1 xícara (chá) de macarrão integral com molho de tomateLANCHE1 pote de iogurte natural com 1 colher (sopa) de linhaça dourada triturada e 2 damascos secos


DOMINGO


CAFÉ DA MANHÃ1 copo (200 ml) de vitamina de açaí feita com 1 polpa, 1 banana e 1/2 copo de água2 torradas integrais com geléia de amora sem açúcarALMOÇO1 prato (sobremesa) de salada de folhas verde escuras com palmito e beterraba1 colher (sobremesa) de azeite de oliva extra virgem1 xícara (chá) de brócolis cozido3 colheres (sopa) de grão de bico2 colheres (sopa) de purê de batata doce com gengibreLANCHE DA TARDE1 pote de iogurte natural batido com 2 amêndoas (não salgadas)JANTAR1 xícara (chá) de catalônia cozida com 1 dente de alho1 posta grande de salmão assado com molho de laranja3 colheres (sopa) de arroz 7 grãosLANCHE1 goiaba


Por Sandra Hirata para Revista CLAUDIA

Fonte: Nutrição Inteligente

Wednesday, April 24, 2013

Dieta da fertilidade - Parte 1


Simples alterações na alimentação podem aumentar as chances de engravidar, segundo estudo da Universidade Harvad


Em vez de pão branco, o integral; no lugar de leite magro, o gordo; menos carne vermelha e mais peixe. Substituições que podem ser feitas tranqüilamente no dia-a-dia ajudam a reduzir em até 80% a infertilidade causada por problemas ovulatórios. Quem dá a boa notícia são os médicos especializados em saúde pública Jorge Chavarro, Walter Willet e Patrick Skerret, da Harvard School of Public Health. Eles compilaram no livro The fertility diet, lançado no final de 2007 nos Estados Unidos (sem previsão de ser editado no Brasil), os dados recolhidos ao longo de um estudo com cerca de 19 mil enfermeiras, durante oito anos. "O resultado oferece uma alternativa para que se evitem o stress, a perda de tempo e os gastos com os processos de fertilização. É ainda uma prova de que, em alguns casos, a medicina high tech não é a única solução para quem quer engravidar", afirma Chavarro. A endocrinologista Vânia Assaly, de São Paulo, concorda. "Atitudes simples muitas vezes são menos prezadas pelas pessoas, que partem logo para a fertilização induzida", diz. "Quem controla o que entra pela boca pode ter mais filhos e viver mais", afirma Chavarro. Mas essa dieta não vale para tratar qualquer dificuldade. "O estudo não contempla casos originados por infecções genitais, problemas nas trompas ou com o homem", alerta o ginecologista Dirceu Henrique Mendes Pereira, de São Paulo.

Atitudes que ajudam a engravidar

1. Corte a gordura transIngerir 2% de calorias desse tipo de gordura eleva em mais de 100% os riscos de infertilidade. Ao comprar produtos industrializados, escolha aqueles que levam o selo "livre de trans". O mercado está trocando essa gordura por óleo de palma ou adotando a interesterificação (processo que não origina a gordura trans).

2. Diga sim às gorduras ricas em ômega 3 e 6Consuma azeite, óleo de canola, salmão, sardinha, linhaça e amêndoa. Segundo o médico Dirceu Mendes Pereira, essas gorduras tornam a membrana que envolve o óvulo mais fluida. Isso facilita a penetração do espermatozóide e a saída do embrião, que vai se implantar no útero.

3. Adote carboidratos complexosTroque tudo o que é feito com farinha branca (pão, macarrão, biscoito) pela versão integral, os carboidratos complexos. Segundo o estudo, as mulheres que ingeriam poucos grãos integrais e se deliciavam com arroz branco, batatas e doces (carboidratos simples) tinham 55% mais probabilidade de apresentar a síndrome do ovário policístico, que leva à ovulação irregular.

4. Bote fé no ácido fólicoRico em proteínas e, por isso, um promotor da renovação celular, o ácido fólico é importante desde a fecundação até o fim da gestação, pois ajuda na formação do sistema nervoso do feto. Ele ainda é eficaz na manutenção da gravidez, principalmente nos três primeiros meses, quando o risco de aborto natural é maior. Coma soja, fígado, vegetais verde-escuros (espinafre, agrião) e levedo de cerveja. E fale com seu médico sobre a necessidade de suplementação.

5. Beba leite integral
Troque o desnatado ou semidesnatado pelo integral e, duas vezes por semana, tome 1/2 xícara de sorvete (sem gordura trans). "Pela pesquisa, as mulheres que bebiam leite integral todos os dias tinham 70% menos risco de ter problemas de infertilidade do que as que raramente tomavam a bebida", diz Jorge Chavarro.

6. Consuma ferroA carência do mineral pode dificultar a ovulação. Reforce a dose investindo em alimentos como couve, beterraba e açaí. Converse com seu médico sobre a necessidade da suplementação de ferro. "O estudo mostrou que a suplementação com pelo menos 40 miligramas de ferro reduzia em 40% a possibilidade de a mulher apresentar problemas de infertilidade", informa Chavarro.

7. Tome muito líquidoA hidratação é essencial para todas as reações químicas do corpo, inclusive a fecundação. Tome cerca de 3 litros de água por dia. Mas modere o consumo de café e chá, ricos em cafeína - em média duas xícaras por dia. Álcool, só ocasionalmente, como uma taça de vinho uma vez por semana. Já os refrigerantes devem ser cortados, pois contêm muito açúcar.

8. Controle o pesoSegundo pesquisa feita pela ginecologista Daniella Curi no Hospital das Clínicas de São Paulo, após perderem 3% do peso, 60% das mulheres com sobrepeso apresentaram ciclos ovulatórios normais. "Ter um índice de massa corpórea (IMC) entre 21 e 25 indica boa fertilidade. Mais ou menos do que isso pode afetar a ovulação", diz Vânia Assaly.

9. Diminua o consumo de carne vermelhaSubstituir a proteína animal pela vegetal melhora a ovulação. O estudo americano mostrou que a infertilidade ovulatória era 39% maior em mulheres que consumiam mais proteína animal. Isso não significa abolir a carne do prato, mas reduzir a ingestão para duas vezes por semana e escolher outras fontes de proteína, como peixe, soja e feijão.

10. Adapte o cardápioPequenas alterações no cardápio típico brasileiro também podem aumentar a fertilidade. "Troque o arroz branco pelo integral, reforce a dose de feijão para substituir o valor protéico da carne e adicione à saladas duas nozes ou três castanhas, ricas em óleos do bem", sugere o médico Jorge Chavarro.

Fonte: Nutrição Inteligente




Tuesday, April 9, 2013

Tratamentos alternativos para endometriose


Fitoterápicos, acupuntura, dieta e fisioterapia são aliados no combate à doença



A endometriose, doença que atinge cerca de 15% da mulheres em idade fértil, ainda não tem cura, mas tem tratamento — inclusive sem medicamento. Embora os remédios inibam no ovário a produção do hormônio estrógeno, associado ao desenvolvimento da endometriose, isso às vezes é suficiente. “O tratamento nem sempre funciona porque o estrógeno também é produzido pelo tecido gorduroso, não somente pelo ovário”, afirma o ginecologista Eduardo Schor, professor afiliado e chefe do setor de endometriose da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Uma dieta equilibrada, rica em nutrientes e pobre em gorduras, favorece o tratamento. Quem tem a doença deve também excluir alimentos industrializados e com alta quantidade de conservantes e hormônios de crescimento para sua produção.
A fitoterapia complementa a terapia clássica. Num estudo da Unifesp e da Universidade Federal do Maranhão, o consumo de um fitoterápico à base da planta unha-de-gato reduziu em 60% as lesões causadas pela endometriose em roedoras. De acordo com Schor, a unha-de-gato parece diminuir o processo inflamatório decorrentes da endometriose na região pélvica. Ainda não sabe, porém, se a unha-de-gato pode auxiliar mulheres com dificuldade para engravidar.
Mudança no estilo de vida é outro segredo para um tratamento de sucesso, uma vez que estudos demonstram a relação entre elevados níveis de stress e endometriose. Para quem se enquadra nesse perfil, o exercício físico é um aliado: ele aumenta a imunidade, promove emagrecimento e gera sensação de bem estar. Ademais, diminui a produção de estrógeno circulante, melhorando os focos de endometriose.
Acupuntura e fisioterapia se somam no combate à enfermidade. A técnica chinesa das agulhas suaviza o stress e a dor. Já a fisioterapia ameniza cólicas menstruais, tensão muscular e fadiga, sintomas da doença. “Os exercícios orientados por um fisioterapeuta podem melhorar a mobilidade pélvica e a percepção corporal, prevenindo as contraturas musculares”, diz Schor.
Fonte: http://revistawomenshealth.abril.com.br/blogs/voce-so-que-melhor/category/saude/


Nutrição e Endometriose


A dieta alimentar tem sido descrita como um importante fator na patogênese de várias doenças, as quais sugerem relação com a Endometriose. O padrão da alimentação tem mudado muito ultimamente para um consumo mais popular baseado no trigo. A utilização de frutas frescas e vegetais tem diminuído desde 1.995. Como o açúcar refinado e farinha de trigo refinada usados na maioria dos alimentos produzidos pela indústria, somente uma fração das vitaminas e minerais encontrados na alimentação natural têm sido ingerida pela população. Desta forma faz-se necessário uma reeducação alimentar para que consigamos estabelecer uma melhor qualidade de vida, associada à prática de exercícios físicos regulares. Seguiremos indicando as vitaminas necessárias ao organismo, suas indicações e os sinais de alerta quando ocorre a sua carência.

TIAMINA (Vit. B1)

Vários distúrbios são causados por deficiências vitamínicas. Uma dieta rica em vitaminas B1 e minerais e minerais essenciais é desejável antes e durante a concepção para manter altos níveis de saturação de enzima. É sabido que altas doses de tiamina podem suprimir a transmissão da dor, pois produzem bloqueio gangliônico suprimindo a transmissão do estímulo neural à musculatura.
Funções: ação sobre sistema nervoso, anemia e músculos.
Fontes: arroz integral, frutos do mar e legumes.

PIRIDOXINA (Vit. B6)

A deficiência de vitamina B6 acarreta diminuição da fagocitose celular. Com isto, células Endometriais oriundas de menstruação retrógrada não são removidas com eficiência acarretando o desenvolvimento da Endometriose. A deficiência de vitamina B6 resulta em depressão, artrose, alteração da função muscular, irritabilidade, nervosismo, alterações da personalidade, fraqueza, insônia e edema. Muitos destes sintomas são freqüentes nas mulheres com Endometriose.
Funções: co-enzima, sistema imunitário, fertilidade, TPM.
Fontes: lêvedo, miúdos – fígado, rins, coração, melão, repolho, melado, ovos, peixe, grãos em geral, amendoins.

COBALAMINA (Vit. B12)

A vit. B12 quando combinada com a vitamina B1 e B6, produz um poderoso efeito anti-inflamatório e analgésico.
Funções: sistema nervoso, sangue – participação dos glóbulos vermelhos e alergias.
Fontes: fígado, carne vermelha, ovos, laticínios e peixes.

VITAMINA C (ácido ascórbico)

Combinada com bioflavonóides e um preparado de enzimas proteolíticas são mais efetivas em reduzir inflamações do que drogas anti-inflamatórias, pois desempenham um papel no mecanismo imune. A ação fisiológica dos bioflavonóides tem um efeito benéfico nas células brancas do sistema imune aumentando a defesa do organismo, e, diminuindo dos níveis da dor, por intermédio da associação das vitaminas C e E. A aspirina pode ser ingerida com maior tranqüilidade quando acompanhada de altas doses de vitamina C, devido ao fato destas vitaminas promoverem um efeito protetor contra a dor causada pelo ácido acetil salicílico.
Funções: antioxidante, aumenta a imunidade.
Fontes: frutos da roseira, groselha preta, brócolis, couve, frutas cítricas, vegetais e frutas frescas.

MAGNÉSIO

Os sintomas causados por sua deficiência incluem insônia, nervosismo, taquicardia, cãibras e cólica menstrual. A fadiga é desgastante para o sistema imune, freqüentemente criando estresse secundário. Mulheres com Endometriose também reclamam de insônia, cãibras e cólicas menstruais. Acredita-se que pessoas com fadiga crônica respondem bem a suplementação de magnésio associada ao potássio. O sistema imunológico fragilizado e enfraquecido pode contribuir para o desenvolvimento e progresso da Endometriose, alterando, assim o comportamento imunológico de pacientes com Endometriose. A supressão da resposta imune aumenta os riscos ou piora os sintomas alérgicos que freqüentemente acometem essas pacientes.
Funções: essencial para o metabolismo e a síntese de ácidos nucléicos e proteínas.
Fontes: cereais inegrais, soja, nozes, lêvedo de cerveja, legumes, hortaliças verdes.

ZINCO

A queda nos níveis desse mineral prejudica as funções do timo podendo resultar numa diminuição de produção de células T predispondo o indivíduo a infecções ou, em contra-partida, aumentando a sua produção ocasionando um ataque ao organismo e conseqüentemente estados alérgicos ou doença auto-imune, como o Lúpus eritematoso, com o qual está associada em algumas vezes. A inadequação imunológica pode deprimir o estado funcional do eixo hipotálamo-hipófise gonádico levando com isso a possibilidade de anomalias cromossômicas. Algumas condições nutricionais interferem com a absorção de zinco:
  1. Ingestão exagerada de fibras(ácido fitico)
  2. Dieta rica em cálcio
  3. Ferroterapia
  4. Ingestão de álcool, diuréticos e refrigerantes da categoria "cola".

Por outro lado, alimentação rica em farinha integral e derivados do leite (ricota, iogurte) podem melhorar a absorção de zinco. A excreção do mineral é extremamente influenciada pelo uso de açúcar refinado (sacarose). A sua deficiência tem sido relacionada clinicamente com disfunção menstrual, varizes, irritabilidade, ganho de peso e depressão. Funções: modula sistema imunitário, estruturação e funcionamento das membranas celulares, antioxidante, regula a informação genética. Fontes: farelo, cogumelos, ostras, ovos, cereais integrais e lêvedo de cerveja.

ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS

Tem se tornado evidente que o óleo de prímula pode exercer efeito anti-inflamatório geral, provavelmente devido a sua habilidade em aumentar a síntese de PGE1 e corrigir a relação entre as PGE1 e PGE2. Os ácidos graxos polinsaturados presentes em óleo de peixe podem inibir o crescimento de implantes endometriais através da inibição da conversão do ácido aracdônico para eicosanóides inflamatórios, provavelmente interferindo com a ação estrogênica. O ômega 3 encontrado em óleo de peixe de águas frias tem se revelado inibidor do metabolismo do ácido aracdônico, porque é precursor de PGE2 causadoras de inflamação.

SELÊNIO

Apresenta atividade anti-inflamatória e pode aumentar a resposta imunológica. Selênio, vitaminas A, C e E têm sido usados como tratamento coadjuvante em doença reumática e Endometriose. Pessoas com conhecida sensibilidade ao lêvedo devem usar uma forma inorgânica de selênio.
Funções: antioxidante, co-enzima.
Fontes: germe de trigo, fibras vegetais, atum, cebola, tomate, brócolis, rins, pão integral.

DLFenilalanina (DLPA)

O mecanismo de ação da DLPA envolve a inibição de enzimas que normalmente inativam as endorfinas, os anestésicos naturais do organismo. Estas enzimas incluem carboxipeptidase A e a encefalinase. Quando a inibição dessas enzimas degradantes é alcançada, as endorfinas podem produzir alívio da dor por um período mais prolongado. Cuidado: pessoas co fenilcetonúria ou gestantes não devem usar esse aminoácido. Dosagem utilizada: um comprimido, 2 vezes ao dia, aumentando a dose progressivamente. Uma vez conseguida a posologia correta, o alívio dos sintomas deve ocorrer em poucos dias, a sua ação pode ser prolongada e seus efeitos podem persistir por 2 a 3 semanas após o término do tratamento.

SISTEMA ENDÓCRINO

Existem evidências de que a Endometriose requer estrogênio para seu desenvolvimento. Isto é evidenciado pela eficácia do uso de antagonistas do LHRH atuando através de um mecanismo hipoestrogênico. O balanço estrogênico no organismo está relacionado a um processo nutricional. A conversão do estradiol e da estrona em estriol, hormônio de fraca atividade mitótica, é uma função dependente da dieta, que pode ser prejudicada pelo consumo exagerado de açúcar e pela dieta pobre em proteínas. A relação estriol/estradiol alta no organismo, tem efeito protetor contra câncer de útero e de mama. Níveis incontroláveis de estrogênio têm contribuído para sérios problemas de Endometriose. Os componentes da dieta feminina também podem contribuir com efeitos exógenos nos receptores hormonais, por exemplo, frutas cítricas possuem bioflavonóides, as quais imitam o estrogênio e podem causar crescimento endometrial se consumido em excesso. Os inseticidas também apresentam atividade estrogênica; portanto frutas e vegetais devem ser lavados antes do consumo. Alimentos ricos em gordura ou colesterol são os grandes responsáveis pelo ganho de peso. Pesquisadores descobriram que esses ácidos graxos saturados têm a habilidade de converter androstenediona em estrona estimulando a produção estrogênica. O fígado necessita de vitamina B1, B2, B3, B5 e B6, colina e inositol para criar as enzimas necessárias. O estresse rapidamente deprime as vitaminas do complexo B do organismo, assim como o consumo de álcool, açúcar, pão branco e cafeína. Esta última também aumenta os níveis de algumas prostaglandinas. Os vegetais contribuem para o aporte de complexo B sendo também uma das maiores fontes de magnésio. O eixo hipotálamo-hipofisário gonadal é altamente sensível ao aporte de complexo B.A baixa ingestão deprime a secreção de gonadotrofinas e, consequentemente o desenvolvimento folicular antes de um efeito direto na célula germinativa. Baixa ingestão de complexo B também pode diminuir a maturação oocitária e afetar a fertilidade de pacientes com Endometriose. Má absorção pode ser um outro fator devido a destruição da flora intestinal por uso de antibióticos ou esteróides. O tratamento prolongado das mulheres com Endometriose pode incapacitar a produção de complexo B pelas bactérias probióticas no intestino, prejudicando os níveis naturais de complexo B(B1,B2,B6) e a absorção pelo trato digestivo.
Pirâmide Alimentar Atual

Conclusão

A bioquímica celular é dependente do estado nutricional e este aspecto tem sido negligenciado em relação à Endometriose. A nutrição saudável é um passo positivo que cada indivíduo realiza no sentido de manter sua saúde. Uma das maiores reclamações das mulheres com Endometriose é sobre a sensação de perda de controle sobre seu corpo e sua vida o que leva a raiva e frustração, desespero e desmotivação. A nutrição desempenha um papel importante no tratamento. A maioria dos profissionais médicos que trabalham com mulheres que apresentam Endometriose não sabem dimensionar o grau de nutrição das pacientes, nem avaliar a adequação de absorção de nutrientes ou depleção enzimática. A nutrição também desempenha um papel vital no desenvolvimento de certas doenças, como câncer de mama, doenças cardiovasculares, artrite, etc. Talvez a Endometriose tenha relação com alterações metabólicas, disfunção enzimática ou hormonal devido a má nutrição ou defeito genético. No organismo o fígado é o órgão responsável pela degradação dos estrogênios convertendo-os em estriol. A adequação nutricional é um pré requisito para a fertilidade e como, na média, a dieta das mulheres é rica em açúcar, gorduras e amido os quais não oferecem suficiente quantidade de vitaminas e minerais, não há condicionamento desejável no sistema endócrino para preparar o sistema reprodutivo para a gravidez. A correção de deficiências sub-clínicas de certos nutrientes, pode representar uma ajuda para a recuperação da fertilidade, da dor e da inflamação, por meios naturais. Uma nutrição balanceada também ajuda a estabilizar a função do sistema imune, o qual é de vital importância para mulheres com Endometriose. Certas vitaminas possuem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias correspondentes àquelas apresentadas por drogas usadas em tratamentos convencionais, porém, sem evidenciar efeitos indesejáveis. Se a paciente tomar doses adequadas de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais, é possível melhorar significativamente a resistência à dor. Muitas pesquisas ainda necessitam ser realizadas para que possamos comprovar a real eficiência desses nutrientes e assim reduzir o sofrimento dos indivíduos que desenvolvem dor crônica tornando-os debilitados e limitados em relação ao seu estilo de vida.

Apêndice:

Vitamina B2 (Riboflavina)
Funções: essencial para produção de energia.
Fontes: leite, fígado, lêvedo, queijo, folhas verdes.
Vitamina B3 (Niacina)
Funções: síntese de hormônios sexuais e sistema nervoso.
Fontes: fígado, cereais integrais, amendoim, ovo, abacate e peixes.
Vitamina B5 (Ácido Pantotênico)
Funções: sistema nervoso, estresse adrenal.
Fontes: carne vermelha, cereais integrais, farelo de trigo, rins, nozes, frango, melado e ovos.
Ácido Fólico
Funções: previne mal formação congênita. Participa da divisão celular.
Fontes: folhas verdes, cenoura, lêvedo, fígado, abacate, cereais integrais, gema de ovo, melão, damasco.
Vitamina E (Tocoferol)
Funções: antioxidante sistema imunitário e proteção cardiovascular.
Fontes: germe de trigo, soja, óleos vegetais, brócolis, verduras, cereais integrais e ovos.
Vitamina D
Funções: Absorção de cálcio e fósforo.
Fontes: alimentos de origem animal, óleo de peixe.
Vitamina A (Retinol e Beta-caroteno)
Funções: pele e olhos, sistema imunitário, antioxidante.
Fontes: Reinol: fígado, ovos, laticínios e óleo de fígado de bacalhau.
Beta-caroteno: frutas e vegetais de cores fortes (amarelo-laranja).
Cromo (Elemento-traço)
Funções: regulação de hidratos de carbono. Modula a resistência periférica à insulina.
Fontes: cereais integrais, carne, queijo, lêvedo de cerveja, melado e gema.
Cobre (Elemento-traço)
Funções: síntese dos eritrócitos, antioxidante.
Fontes: fígado, cogumelos, moluscos e crustáceos, nozes, frutas, rins e legumes.

Como os Suplementos Podem Ajudar no Alívio dos Sintomas da Endo

Todos os suplementos enumerados podem ser usados conjuntamente ou acompanhando as medicações prescritas por seu médico. Comece tomando a combinação tradicional VITEX aANGÉLICA-CHINESA, plantas que ajudam a corrigir os desequilíbrios hormonais que intensificam a dor da Endometriose. Além disso, a exemplo do INHAME-MEXICANO, elas relaxam o útero. Não deixe, também, de experimentar uma combinação lipotrópica, que estimula o fígado a depurar o excesso de estrogênio do corpo. Para melhores resultados, use esses suplementos durante todo o ciclo menstrual. Se as cólicas menstruais forem dolorosas, tome cálcio e magnésio em altas doses, conforme indicado, mas somente durante a menstruação. Esses minerais ajudam a diminuir a produção de prostaglandinas, substâncias fabricadas pelas células do endométrio, que geram as cólicas menstruais. Se alguns meses de uso desses suplementos não ajudarem, tente acrescentar os seguintes: vitamina C, para promover a cicatrização dos tecidos lesados por cistos e cicatrizes; vitamina E, para equilibrar ainda mais a produção hormonal; óleo de linhaça e óleo de prímula, para ajudar a controlar a inflamação.

O que mais você pode fazer ?

Coma produtos de soja, ricos em fitoestrógenos (estrogênios vegetais), que regulam os efeitos do estrogênio sobre os sintomas da Endometriose. Faça exercícios. Em vários estudos, ficou demonstrado sua capacidade de suprimir os sintomas e, inclusive, de prevenir a Endometriose.

Recomendações de Suplementos:

Vitex – dosagem: 225 mg de extrato padronizado, 3 vezes ao dia. Deve conter 0,5% de agnusídeo.

Angélica-Chinesa – dosagem: 200 mg ou 30 gotas de tintura, 3 vezes ao dia. Padronizada para conter de 0,8% a 1,1% de ligustilida. 

Inhame-mexicano - dosagem: 500 mg, 2 vezes ao dia. Tome com alimentos para minimizar o desconforto gástrico.

Combinação lipotrópica – dosagem: 1 a 2 comprimidos, 3 vezes ao dia. Deve conter cardo-mariano, colina, inositol, metionina, dente-de-leão e outros ingredientes.

Cálcio/Magnésio – dosagem: 500 mg de cálcio, 3 vezes ao dia; 300 mg de magnésio, 2 vezes ao dia. Usar essa dose somente durante a menstruação.

Vitamina C – dosagem: 1.000 mg ao dia. Reduza a dose se aparecer diarréia.

Vitamina E – dosagem: 400 UI, 2 vezes ao dia. Verifique com seu médico se você estiver tomando algum anticoagulante. 

Óleo de linhaça – dosagem: 1 colher de sopa (14 gramas) por dia. Pode ser misturado a alimentos. Tome pela manhã.

Óleo de prímula – dosagem: 1.000 mg, 3 vezes ao dia. Tome junto às refeições para aumentar sua absorção.
Últimas descobertas: mulheres que não consomem suficientemente ácidos graxos ômega-3 – encontrados nos óleos de peixe e linhaça – freqüentemente apresentam maior desconforto menstrual. Num estudo dinamarquês, que incluiu 181 mulheres, as que comiam muito peixe tinham cólicas menstruais mais brandas do que as que comiam quantidades pequenas de peixe.

Dr. Dirceu Henrique Mendes Pereira
Doutor em Ginecologia e Obstetrícia – FMUSP, Diretor da Clínica PROFERT
Dra. Edir Catafesta
Médica Assistente da Clínica PROFERT

Tuesday, March 19, 2013

Bolsas de Shaw

As bolsas de Shaw são estruturas localizadas na parte inferior da vagina, sua função é de absorção de água e matéria de baixo peso molecular. Seu estímulo é dependente da produção dos hormônios ovarianos, na presença de estrogênio durante o período fértil a função de reabsorção é reduzida. Dessa forma o muco é liberado para fora do canal vaginal, produzindo a sensação de lubrificação vulvar e a visualização de muco fluído fora do canal vaginal.


Tuesday, February 26, 2013

Porque orienta-se manter relações sexuais apenas no período da noite na primeira fase do ciclo?


O muco é produzido no colo cervical, e para a mulher perceber a alteração de sensação na vulva e/ou visualizar o muco, é necessário que este seja drenado do canal vaginal.

Para o muco cervical deixar o interior do canal vaginal, se faz necessário que a mulher mantenha-se em pé por algum tempo, nas suas atividades comuns como andar, praticar exercícios, trabalhar, dessa forma o movimento do seu corpo permitirá que o muco flua naturalmente do colo do útero até a vulva ao longo do dia.  

Relações sexuais ao acordar ou pela manhã, não permitem a mulher estar ciente da possível interrupção do seu Padrão Básico de Infertilidade (PBI), pois as alterações hormonais que levam a produção de muco fértil podem ter início durante a noite no período de descanso, logo no período da manhã toda mulher é potencialmente fértil na primeira fase do ciclo, até poder reconhecer seguramente se ocorreu mudanças ou não no seu padrão.